As palavras tem poder, elas podem transmitir algo bom ou ruim, trazer uma verdade à tona ou simplesmente informar, mas além disso, elas tem o poder de mudar o significado da vida das pessoas, faz com que tenhamos a possibilidade de criar uma história, criar uma mundo só nosso. No entanto, além da linguagem falada existe também as quais são formadas através de sinais, símbolos, gestos, entre outros, basta saber identificá-los. Desse modo, o tema a ser discutido nesse ensaio, tem destaque na linguagem, o que ela representa no cotidiano e problemas gerados em função disso, em como ela pode tanto alienar quanto trazer sabedoria ou dividir opiniões.
A linguagem sempre esteve presente na vida do homem, desde a pré-história, nos primeiros contatos com outros seres vivos ou nas representações em cavernas. Assim, à medida que a sociedade evoluiu, o conhecimento também foi evoluindo. Contudo, houveram épocas em que certos tipos de saberes eram condenados, como por exemplo, Galileu Galilei, o qual tentou provar que a Terra girava em torno do sol e não o contrário, como afirmava a Igreja, sendo assim tempos depois teve que se retratar perante a sociedade.
Desse modo, as palavras também podem ser usadas para persuadir, convencer alguém sobre determinada ideologia, como faziam os ditadores durante as grandes guerras, pois só consegui-se o poder, quando há uma propaganda ''positiva'' sobre quem se deseja defender. Uma frase famosa dita pelo ministro da propaganda e braço direito de Hitler, Joseph Goebblels é que, ''Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade''. Isso é muito comum hoje em dia, quando políticos fazem as mesmas promessas, em todas as eleições, e as pessoas continuam acreditando que eles irão conseguir cumprir.
Dentro desse contexto, o livro 1984, de George Orwell, retrata um sistema de ditadura em que os cidadãos utilizam um tipo de linguagem chamada de ''Novafala'', na qual são feitas constantes mudanças nas palavras, impostas pelo Ministério da ''Verdade'', as quais deve ser renovadas a informações, para se fazer acreditar que o governo está sempre certo, e que dizem sejam verdades absolutas, que não podem ser contestadas, pois os registros originais são apagados, portanto, os cidadãos da cidade são alienados, suas mentes são manipuladas a todo instante, como se fossem marionetes.
Também podem ocorrer divergências entre as diversas línguas de vários países, pois existem palavras que ao serem traduzidas, não tem o mesmo sentido em outro idioma, como por exemplo a palavra saudade, que não possui o mesmo significado em outros idiomas, correspondente ao que possui no Brasil.
O professor tem papel importante na sociedade, apesar do pouco reconhecimento, ele que nos orienta a ler, escrever e expressar nossas ideias. O estudo a leitura e o conhecimento mudam a percepção do mundo, é a forma mais eficiente de combater um governo, pois quanto mais nos informamos, mais nos tornamos fortes, o governo quer que as pessoas sejam alienadas, leigas, pois assim não conseguiram provas para derrubá-lo e os cidadãos continuaram acreditando em suas mentiras.
O Brasil, apesar de afirmar, ser um país laico, ou seja, a Igreja não tem influência sobre as decisões tomadas no país, muitas leis presentes na constituição, tem uma proposta conservadora, isso é extremamente prejudicial ao momento atual em que vivemos, em que as pessoas usam os nome de Deus para justificar seus atos, como foi proposto no vídeo apresentado em sala pela professora de sociologia. Ainda existe a ideia de que religião não se discute, não se questiona, mas é exatamente o contrário que deve ser feito.
As palavras representam os signos e os signos contém um significado, representam algo ou parte de algo. Na literatura, as histórias, os contos, as crônicas,criam um mundo de imaginação, em que podemos viajar em um espaço de fantasia, mas algus deles podem querer fazer alguém se identificar e querer viver aquilo, uma falsa realidade.
A linguagem pode ser corrupta, corrupção traz a ideia de destruição, a qual é realmemte o que acontece na política e na sociedade. Na época da Ditadura Militar, existia a censura, não existia liberdade de expressão, muitos artistas foram exilados por serem contra o poder vigente. Outros retrataram em suas músicas a situação vivida naquele período, de forma disfarçada, fazendo analogias, pois não podiam falar diretamente sobre esse assunto.
Muitas pessoas dizem que a leitura é importante, mas quando o que lemos atinge a opinião de outros, é dito como opositor, que está sonhando demais, que nada muda, temos que seguir regras, só existe uma verdade, e ela não pode mudar. Assim acontece na sociedade hoje, pessoas se atacando, se difamando, tudo em busca do poder, achando serem os "donos da verdade", e a realidade é totalmente diferente disso.
No livro a menina que roubava livros, algumas citações podem ser utilizadas pra retratar o que quis expor nesse ensaio: ''Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito.''
Zusak, Markus, A menina que roubava livros. Rio de Janeiro, Intríseca, 2010.
''Por algum motivo, os homens agonizantes sempre fazem perguntas cujas respostas já sabem. Talvez seja para poderem morrer tendo razão.''
Zusak, Markus, A menina que roubava livros. Rio de Janeiro, Intríseca, 2010.
''Ela era a roubadora de livros que não tinha palavras. Mas, acredite, as palavras estavam a caminho e, quando chegassem, Liesel as seguraria nas mãos feito nuvens, e as torceria feito chuva.
Zusak, Markus, A menina que roubava livros. Rio de Janeiro, Intríseca, 2010.
Referências
BARTHES, Roland. Aula. São Paulo: Cultrix, s.d. p.7-47.
Couto, Mia. E se Obama fosse Africano? e outras intervenções. Ensaios. p. 7-25 e 173-189.
Vídeo ''Meu amigo Niestzsche''
Zusak, Markus. A menina que roubava livros - Rio de Janeiro, Intríseca, 2010
Nenhum comentário:
Postar um comentário